Hot! Resenha: DragonSlayer 36

Quando consegui adquirir minha DS na quinta-feira, as consequências por ter andado até uma das poucas bancas do Centro do RJ que recebem rapidamente a revista foi um grande congestionamento no retorno para casa por conta da véspera da véspera do feriadão de Carnaval. É, morar na direção da Região dos Lagos é um grande desafio de paciência nessas horas. Mas isso tudo me permitiu ler toda a revista durante a “viagem” (e sob os olhares curiosos de uma pessoa ao meu lado).

Para começar, a página de notícias tem muitas novidades. E uma delas, eu já sabia, mas tinha perdido as esperanças. A Song of Ice and Fire Roleplaying será publicado pela Jambô Editora. Já conheço um pouco do sistema (existe uma versão pocket que a Green Ronin — editora gringa responsável pela licença estadunidense) e posso garantir que, tanto para os fãs de Game of Thrones, quanto para os que curtem um bom RPG de combates agressivos e muitas ações estratégicas, irão curtir muito o material.

Na coluna Toolbox, uma matéria excelente sobre como fazer um combate certo. Meio que dando um chega pra lá nos Encontros Aleatórios de muitos mestres por aí, é explora-se o grande clima gerado por um combate com emoção. Seja motivado pela raiva de ver seu protegido indefeso ser capturado e feito de refém ou pelo desespero de ver um inimigo mais poderoso derrotar todo o se grupo, os combate devem ter sim alguma motivação. Matar orcs pro matar orcs garante experiência para os personagens, mas os jogadores não tiram experiência nenhuma daquilo.

Na Mestre da Masmorra, temos a importância e o diferencial da criação de um Background para NPCs. Vale para heróis, vale para vilões! E claro, PARA OS JOGADORES!

E chegamos a adaptação de The Elder Scrolls V: Skyrim, para Tormenta RPG. Eleito jogo do ano de 2011 por muitas revistas e premiações da área dos games, Gustavo Brauner apresenta todo o cenário de Skyrim, suas principais cidades e vilarejos, as raças que habitam o local e também as guildas. A adaptação serve também para entender melhor o clima do jogo (que não dá pra entender somente vendo gameplays :D), que é fantástico. Bem, acho que seu eu falar demais também pode estragar para quem não conhece. E aguardem a adaptação para 3D&T também.

E a capa. A tão pedida adaptação de One Piece (e isso eles deixam claro nas cartas e e-mails dos leitores). Leonel Caldela fez a proeza de ler mais de 4000 páginas de mangá em 4 dias para a concepção da adaptação, que não ficou tão complexa. O foco foi dado nos primeiros capítulos da série (obrigado pelo non-spoiler), onde Ruffy (No Japão não tem “L” :P ), o capitão do navio Going Merry recruta diversos outros piratas (ou não!) para integrar sua missão de se tornar o Rei dos Piratas!

O destaque da matéria está na “administração” da embarcação. Cada um tem um papel dentro do navio, e as tarefas são desempenhadas de acordo com as especializações de cada personagem. Um capitão deve ter a especialização Atuação (de Artes), para motivar seus companheiros, assim como o navegador deve ter Navegação, e o músico Instrumentos Musicais. Interessante notar que a quantidade de tripulantes em navios de One Piece é bem notada na adaptação. Com poucos membros é possível manter uma embarcação, mas quanto mais tripulantes, mais benefícios.

One Piece é um cenário para personagens poderosos, que consigam destruir navios com um chute, por exemplo, por isso a recomendação de que os personagens comecem como Lutadores ou Campeões (7 ou 10 pontos, respectivamente), ou até como Lendas (12 pontos). Existe também uma forma alternativa de Riqueza, que pode ser usada de forma “temporária”, mais 11 vantagens e 1 vantagem única!

E as fichas no melhor estilo One Piece!

Na Chefe de Fase, temos o retorno de Lisandra, como sumo-sacerdote de Glorieen. Maneiro.

Depois temos a Gazeta do Reinado e… (pausa para respiração), A MAIS NOVA HQ DE TORMENTA: 20 DEUSES!

A história do nosso futuro herói pescador e habitante do reino pacato de Callistia ainda é um grande mistério. Com roteiro de Marcelo Cassaro e arte de Rafael Françoi, os novos traços são bem diferentes do que estamos acostumados (Érica Awano e Lobo Borges). É no estilo shounen, mas tem um dedo de shoujo por ali. Mas esta é minha opinião de brasileiro, e não japonês/otaku.

E pra fechar com chave de ouro: Defensores de Tóquio na coluna Fundo do Baú. A história da primeira versão do que conhecemos como 3D&T Alpha, também tem seu grande passado. E quão inovador foi seu lançamento.

Eu poderia resumir esta resenha com um texto conclusivo de um analista de mercado, ou ainda de uma pessoa super entendida da indústria dos games, mas essa foi uma das poucas DragonSlayer que me custou muito resenhar. Perdi muito tempo. EU VOU É JOGAR!

Se quiserem deixar suas conclusões, qualquer hora apareço!

Autor

Lipe Soares

Ficha de Personagem (5 Pontos): F0, H0, R0, A0, PdF0; 1PV, 1PM; Parceiro (Greyjoy), Computação, Mecânica e Pilotagem (de Máquinas). Genialidade, Memória Expandida; Devoção (Unir jovens defensores em prol da defesa de Tóquio).

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1 Comentário

  1. Boa Lipe !
    Como esperado, uma ótima resenha.
    Por sinal, irei fazer a minha hoje. (MILHÕES DE ANOS ATRASADOS).

    Gostei do modo da resenha. Deu um ar bem “pessoal” a matéria.

    Poder a Todos !

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